segunda-feira, 3 de maio de 2010

AINDA SOBRE O TERREIRO DO PAÇO

Que a praça tinha urgência em ser reabilitada, ninguém tinha dúvidas.

Que esta era uma obra que ia ficar muito cara, também se sabia.

Que das precipitações e compromissos políticos iam sair várias asneiras, não tínhamos dúvidas:
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1.Do que mais gostei foi de, logo na pré-inauguração, ver o nosso 1º ministro e o presidente da câmara a apanharem o sol de Lisboa naquelas cabeças, de olhos semi-cerrados, a dar entrevistas às televisões.
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2.Deviam lá ter ficado pelo menos 2 horas seguidas, para saberem o que é este "estar" nesta praça, com as características que ali criaram!
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3.È que uma praça é um local de estar e convívio! Não só de noite, mas também de dia.
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4.Por isso é que Eugénio dos Santos criou ali a "Praça do Comércio", no âmbito do conteúdo geral de um plano fabuloso, que esta tropa ainda não entendeu...
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5.E vão continuar a ter ali uma miserabilista actividade de um Terreiro do Paço, de vivências anteriores à cidade criada no pós-terramoto (tal como lhe continuam ainda a chamar).
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6.As diferenças necessárias no projecto (que sofreu várias melhorias), nem seriam muitas, nem gravosas – umas árvores e pouco mais –, mas seriam sobretudo mais pretensiosas no que toca à ocupação cívica que para lá se pretende:
-não tanto negócios pontuais, de brilhantina, para os amigos, em actividades “geridas” pelos artistas destas andanças, mas um uso efectivo e diário da população de Lisboa.
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Quanto às “concessões” económicas que agora vão aí implementar, gostaríamos de ver processos democráticos e transparentes… (nada daquelas coisas que os jornais todas as semanas nos trazem agora ao conhecimento…)
F.Ferreira, arq

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